domingo, 9 de agosto de 2009

A vida nem sempre é como imaginávamos...

"Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino pra lá..."
(Roda Viva - Chico Buarque)
Ontem assisti ao leve, doce e descontraído filme da Sessão de Sábado, "Enquanto Você Dormia" (While you Were Sleeping), por sinal muito propício a uma fria e chuvosa tarde portoalegrense... o filme, em si, é uma típica comédia romântica, mas uma frase em especial me fez divagar: "a vida nem sempre é como imaginávamos". E, ao longo do filme, percebemos o sentido positivo que isso pode ter, mesmo que incompreensível em um primeiro momento...
Muitas vezes buscamos controlar e assumir responsabilidade pelo que está completamente fora de nosso controle, mesmo que dentro de nossas próprias vidas. Podemos nos irresignar, afundar em uma barra de chocolate (dependendo da intensidade da frustração), brigar com o mundo, ou simplesmente sentar e chorar... Mas, ainda há a possibilidade (que me parece bem menos sofrida) de aceitar os imprevistos e ter uma visão positiva, até porque normalmente descobrimos que foi melhor assim, que levou a coisas melhores, ou então que o que imaginávamos antes não seria tão bom assim.
É, essa é a única certeza na vida... tudo é mudança, e não só do exterior que imaginamos (ou idealizamos), mas do nosso próprio interior... como já li muitas vezes por aí: "nenhum homem toma banho duas vezes no mesmo rio, pois, quando volta a ele, nem o rio é o mesmo e nem mais o homem o é".
Sendo essa a certeza (e, paradoxalmente, talvez a única segurança), o que nos resta é buscar enxergar os fatos como se apresentam, fazendo o melhor possível com o que temos nas mãos, aqui e agora, mas sem esquecer que a qualquer momento pode chegar a roda viva e deixar tudo isso pra lá...

4 comentários:

Gabriela disse...

É, realmente, a única "segurança" q temos é de q nem nós, nem as pessoas a nossa volta, seremos sempre os mesmos. Traiçoeiro, né? Ou não.
Já me convenci que a passagem do tempo e as idiossincrasias q isso acarreta são a maior tragédia, mas também a maior graça da vida.
By the way, não sei se tu leu o texto da Martha Medeiros no Dona há umas duas semanas, mas estava interessante (atualmente ando enjoada dela, mas esse artigo eu gostei),e falava algo como "as melhores coisas que não nos aconteceram".Tipo, quando achávamos q a melhor realização da nossa vida seria fazer certa viagem, ou casar com certo cara, e nossos planos são frustrados- Às vezes essa frustração é a melhor coisa q poderia nos acontecer, abrindo caminhos para novos horizontes. Enfim Lu, faz um tempo q eu não converso ctg ao vivo e isso tá me irritando hehe, mas é isso... vou ver se encontro o link do texto da Martha. Um beijão

Gabriela disse...

Rá, achei: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2601744.xml&template=3916.dwt&edition=12831&section=1026

Carla P.S. disse...

"Todo o dia a insônia me convence que o céu/ faz tudo ficar infinito".
O que salva é a consciência limpa e a descoberta da magia, em sua própria vida.
Obrigada pela visita, estou te linkando, e ofertando mais um cafezinho. ;)

Carla P.S. disse...

Concordo com todo o post e, curiosamente, essa frase do rio tá no meu perfil do orkut.
Adoro Chico, filmes, e filosofias.
Aceite um café, e volte sempre.

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